domingo, 17 de julho de 2016

OS DIREITOS DO HOMEM

Iniciamos uma Série de Leituras. Sobre o tema da primeira série vamos discorrer o conteúdo de cada tópico, citando as fontes, para que você possa acompanhar cada detalhe que abordaremos. Não esqueça, que o objetivo principal é que você seja o multiplicador das informações, para que possamos criar essa aptidão à nossa cultura.

Segundo Alceu Amoroso Lima no prefácio do livro Os Direitos do Homem, fatos colaboraram para a definição formalizada sobre esses direitos. Com o nazismo vencido na Segunda Grande Guerra, a Democracia e o dito Socialismo¹ se aproximaram, onde ambos se fundiram, ou seja, a Democracia se socializou e o Socialismo se democratizou. A Igreja (Católica) e suas grandes encíclicas sociais, que imortalizaram João Paulo XXIII. O surto de totalitarismo comunista de extrema violência, no Extremo-Oriente. Métodos de revolução social com violência e estatização integral, que assumiram proporções catastróficas no Ocidente. Porém, em 1965 no mundo ainda pairava suspense o desejo de paz, desde a vitória sobre os nazistas. Fazemos a mesma pergunta presente no prefácio, só que em comparação aos dias atuais:
- Qual a primeira e a maior lição a tirar desse confronto entre nossos dias e o fim da Segunda Guerra?

Alceu Amoroso Lima prediz, o quanto é vão esperar das armas a solução dos problemas sociais. Vejamos que o colapso social que vivenciamos sim, isso é fato, as armas estão presentes como solução imediatista para imposição de regime totalitarista, tanto, em âmbito interno (de um país) como externo (país versus país). Só que passam despercebidos até que sejamos afetados diretamente por essa realidade, enquanto isso não ocorre, notoriamente nem pensamos sobre tal fato. E por que não dizer, que não queremos pensar sobre isso pela total falta de interesse?!

Com o fim do nazismo acreditava-se que teria desaparecia a maior ameaça aos destinos da humanidade e da civilização. Seguimos com as perguntas presentes no prefácio do livro:
- Será que a Humanidade e a Civilização não continuam hoje tão ameaçadas como então²? Os direitos do homem não se acham hoje sujeitos aos mesmos perigos? Será que a violência, o sangue, a força militar, o esmagamento pelos tanques, artilharias e bombardeios aéreos em massa, contra civis e militares, contra cidades fortificadas ou abertas, conseguiram trazer a tão desejada paz ao mundo?

O autor do prefácio cita a paz mais que precária, porque na realidade houve a assombrosa e acelerada corrida armamentista que se tem multiplicado e se estende em preparativos universais e que leva a Humanidade a uma destruição recíproca dos adversários políticos e econômicos, ou mesmo a volta à barbárie e à tirania mais primitiva. Tudo isso em absoluta contradição com a dita luminosa doutrina dos Direitos do Homem. Ele define também que a moral que se tira dessa realidade monstruosa da História é que a violência não resolve.

Fazemos uma pausa a sua reflexão! Queremos lembrar, que há muito o povo brasileiro se iludiu que não vivia em um país violento, mas os registros mostram claramente o quanto estávamos enganados, e que há no momento presente uma tenebrosa possibilidade do país vivenciar mais uma vez, a violência externa.

1. Teremos uma série sobre socialismo, onde você terá sua própria conclusão da real existência ou não desse regime.
2. Comparação aos dias de hoje com o domínio nazista e a Segunda Grande Guerra Mundial.