Iniciamos uma Série de Leituras. Sobre o tema da primeira
série vamos discorrer o conteúdo de cada tópico, citando as fontes, para que
você possa acompanhar cada detalhe que abordaremos. Não esqueça, que o objetivo
principal é que você seja o multiplicador das informações, para que possamos
criar essa aptidão à nossa cultura.
Segundo Alceu Amoroso Lima no prefácio do livro Os Direitos
do Homem, fatos colaboraram para a definição formalizada sobre esses direitos.
Com o nazismo vencido na Segunda Grande Guerra, a Democracia e o dito
Socialismo¹ se aproximaram, onde ambos se fundiram, ou seja, a Democracia se
socializou e o Socialismo se democratizou. A Igreja (Católica) e suas grandes
encíclicas sociais, que imortalizaram João Paulo XXIII. O surto de
totalitarismo comunista de extrema violência, no Extremo-Oriente. Métodos de revolução
social com violência e estatização integral, que assumiram proporções
catastróficas no Ocidente. Porém, em 1965 no mundo ainda pairava suspense o
desejo de paz, desde a vitória sobre os nazistas. Fazemos a mesma pergunta
presente no prefácio, só que em comparação aos dias atuais:
- Qual a primeira e a maior lição a tirar desse confronto
entre nossos dias e o fim da Segunda Guerra?
Alceu Amoroso Lima prediz, o quanto é vão esperar das armas
a solução dos problemas sociais. Vejamos que o colapso social que vivenciamos
sim, isso é fato, as armas estão presentes como solução imediatista para
imposição de regime totalitarista, tanto, em âmbito interno (de um país) como
externo (país versus país). Só que passam despercebidos até que sejamos
afetados diretamente por essa realidade, enquanto isso não ocorre, notoriamente
nem pensamos sobre tal fato. E por que não dizer, que não queremos pensar sobre
isso pela total falta de interesse?!
Com o fim do nazismo acreditava-se que teria desaparecia a
maior ameaça aos destinos da humanidade e da civilização. Seguimos com as
perguntas presentes no prefácio do livro:
- Será que a Humanidade e a Civilização não continuam hoje
tão ameaçadas como então²? Os direitos do homem não se acham hoje sujeitos aos
mesmos perigos? Será que a violência, o sangue, a força militar, o esmagamento
pelos tanques, artilharias e bombardeios aéreos em massa, contra civis e
militares, contra cidades fortificadas ou abertas, conseguiram trazer a tão
desejada paz ao mundo?
O autor do prefácio cita a paz mais que precária, porque na
realidade houve a assombrosa e acelerada corrida armamentista que se tem
multiplicado e se estende em preparativos universais e que leva a Humanidade a
uma destruição recíproca dos adversários políticos e econômicos, ou mesmo a
volta à barbárie e à tirania mais primitiva. Tudo isso em absoluta contradição
com a dita luminosa doutrina dos Direitos do Homem. Ele define também que a
moral que se tira dessa realidade monstruosa da História é que a violência não
resolve.
Fazemos uma pausa a sua reflexão! Queremos lembrar, que há
muito o povo brasileiro se iludiu que não vivia em um país violento, mas os
registros mostram claramente o quanto estávamos enganados, e que há no momento
presente uma tenebrosa possibilidade do país vivenciar mais uma vez, a
violência externa.
1. Teremos uma série sobre socialismo, onde você terá sua
própria conclusão da real existência ou não desse regime.
2. Comparação aos dias de hoje com o domínio nazista e a
Segunda Grande Guerra Mundial.